Maria era uma jovem brasileira na Suíça que, sem enxergar outra forma de escapar da prostituição, saltou do 3º andar de um prédio e sofreu graves ferimentos. Após receber atendimento médico de emergência, foi visitada por nossa equipe e expressou profunda gratidão pelo apoio recebido.
Em parceria com a rede CONATRAP, foi possível organizar seu retorno ao Brasil por meio de transporte especializado, garantindo a continuidade do tratamento médico necessário. Também foram providenciados acompanhamento psicológico e suporte durante sua recuperação.
Hoje, Maria está novamente com sua família. Embora ainda esteja em processo de recuperação física, ela recuperou sua estabilidade emocional e mantém a esperança de construir um novo futuro.
Ásia – Tailândia, Myanmar, Camboja, Laos
No início do ano, recebemos um pedido de socorro de uma jovem mantida contra sua vontade em um centro de golpes (Scam Center) em Myanmar, numa região controlada por grupos armados e inacessível às autoridades.
Durante semanas mantivemos contato com ela enquanto buscávamos uma solução. A situação tornou-se ainda mais urgente quando surgiu o risco de ela ser revendida para uma organização criminosa ainda mais violenta.
Após intensas negociações através de contatos locais, foi possível garantir sua libertação por cerca de CHF 800. Também providenciamos recursos para sua viagem e organizamos seu retorno seguro. Com o apoio do consulado, ela conseguiu deixar o país e, poucos dias depois, reencontrou sua família.
Seu sonho era tornar-se comissária de bordo. Hoje, após concluir sua formação com sucesso, ela trabalha em uma companhia aérea e vive aquilo que antes parecia impossível.
Histórias como esta nos lembram que cada vida tem um valor incalculável.
Uma vida não tem preço!
Cris, 18 anos, foi trazida por uma famíla à Itália com uma falsa proposta: “ser babá de um cachorro”, Ao chegar em sua nova “morada” , foi submetida a trabalhos escravos. Começava a trabalhar às 06:00hs até às 23:00hs. Ela tinha que limpar toda a casa, cozinhar, lavar, passar, etc. Quando ja não mais podia suportar, pediu –lhes que a levassem para o aeroporto, para que pudesse retornar ao Brasil. Para sua surpresa, recebeu a notícia que deveria primeiro pagar –lhes uma dívida de € 5000 (euros), antes disso não poderia retornar. No dia seguinte lhe trouxeram umas roupas sexy para que assim iniciasse o abatimento de sua dívida. Ela recusou – se, o que piorou ainda mais a sua situação.
Ela não tinha nenhuma condição de contactar –se com alguém, pois encontrava –se isolada, sem celular, ou qualquer outro meio de comunicação. Depois de um mês encontrou na casa um antigo computador que ainda funcionava, entrou em contato com sua família e informou –lhes sobre sua situação e pedindo –lhes ajuda.
O principal grupo de combate ao tráfico humano no Acre, entrou em contato com a polícia Italiana, que a libertaram e levaram para uma casa de refúgio perto de Verona na Itália. Um voluntário do projeto Resgate foi pessoalmente até o local para, auxiliá –la e organizar todos os trámites para que ela pudesse ser retornada com rapidez e segurança.
Ela declarou: “Os suíços odeiam os negros e para eles não temos nenhum valor“.
Eu vivia amedrontada. Tinha que satisfarzer –lhe todas suas fantasias e as maiores aberrações sexuais.
Depois de alguns meses ele me disse que deveria procurar um emprego, pois tinha uma enorme dívida para com ele, eram as despesas do casamento e meu sustento.
Ele me batia. Fiquei aterrorizada e procurei ajuda na vizinhança, depois fui à polícia, tive problemas de comunicação com eles, o que me provocou ainda mais pânico. Eles me disseram que não deveria ter lavado o sangue das pancadas, pois assim seria difícil provar que meu marido me havia batido.
Do nada ele voltou a ser amável comigo e me convenceu a voltar para casa. Eu não sabia o que deveria fazer, por isso voltei. No entanto a situação piorou, eu tinha que ir trabalhar em um protíbulo de segunda a sábado. Nunca havia me prostituído antes, era terrível. Passei a odiar o homem que ao mesmo tempo amava. Odiava também aqueles homens que vinham até mim no prostíbulo, que traíam suas esposas com prostitutas. Meu marido sempre me prometia que iria mudar, que iria melhorar e eu sempre acreditava e por isso também me odiava. Me odiva por ter me metido nesta maldita situação, odiava tudo em mim. Um dia voltei para o Brasil, porém escondi da minha família toda a situação miserável, que vivi na Suíça. Eu não mais queria voltar para cá, mas ele sempre me escrevia e dizia o quanto sentia minha falta e que estava arrependido de tudo que fizera e que iria mudar. Ele escreveu também para minha família, eles então me motivaram a voltar para ele. Minha filha estava estudando e precisava de dinheiro para os estudos, no Brasil eu não conseguiria o dinheiro que ela precisava. Então acreditei que desta vez tudo seria diferente, porém não foi…
Eu me odeio, sim como pode uma mulher adulta como eu amar um homem que a maltrata e acreditar sempre em suas promessas mentirosas?